SPEAK UP!

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27/09/2006


PODCAST

 

Você está no blog Speak UP uma mistura de informação e entretenimento do Universo GLS.

PRECONCEITO CONTRA GAYS NO BRASIL

 

O preconceito contra os gays no Brasil, é algo que aparece desde cedo. Uma pesquisa realizada com jovens de todo o país, aponta que 47 % deles não gostariam de ter um vizinho homossexual.

 

A pesquisa realizada com jovens entre 15 e 29 anos e revelou que quase metade deles (47%) não gostaria de ter um homossexual como vizinho. A pesquisa revela ainda que na escola, onde esse preconceito poderia ser combatido, o problema é mais freqüente. Entre os homens o preconceito é ainda maior, principalmente entre os menos escolarizados, mais pobres e mais jovens.

Os resultados apontam que 52% deles não aceitam ter um vizinho gay, quanto entre as mulheres o percentual caí para 40,1%.

A pedagoga Cida Marques diz que é freqüente o despreparo das escolas e de alguns professores para lidar com questões como o homossexualismo.

“Nossa sociedade é homofóbica. Tenho certeza de que professores e alunos apenas reproduzem esse quadro. É preciso lembrar também que o tema da diversidade é muito pouco discutido nas faculdades de educação”.

Esta pesquisa foi realizada pela Unesco a partir de uma amostra de mais de 10 mil jovens em todo o Brasil. Isso mostra que a intolerância e o despreparo ainda são muito comuns na sociedade, o que prova que mesmo diante a toda as anormalidades do mundo moderno o preconceito de modo geral, é ainda um problema longe de ter fim.

 

Raul Neto, para o blog Speak UP!

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Escrito por Raul Neto às 11h28
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28/06/2006


Fonte: AP

Estudo sugere base biológica para a homossexualidade

         O que parece fazer a diferença é o fato de ter nascido do mesmo útero que já colocou outros homens no mundo

WASHINGTON - Ter muitos irmãos mais velhos do sexo masculino aumenta a chance de um homem ser homossexual, uma descoberta que, segundo cientistas, aumenta o peso da idéia de que há uma base biológica para a orientação sexual. "É possivelmente um efeito pré-natal", diz Anthony F. Bogaert, da Universidade Brock, no Canadá. "Este e outros estudos sugerem que há uma base biológica para" homossexualidade.

S. Marc Breedlove, da Universidade Estadual de Michigan, acredita que a nova descoberta confirma de forma total a base física do comportamento sexual. "A primeira opinião de qualquer um seria de que os irmãos mais velhos exercem algum tipo de efeito social, mas os dados não apóiam isso", disse ele, em entrevista por telefone. O único elo entre os irmãos estudados é a mãe, portanto o efeito tem de passar pelo organismo materno, já que irmãos de criação não mostraram o efeito, disse Breedlove, que não tomou parte no estudo.

Bogaert estudou quatro grupos de homens canadenses, num total de 944 pessoas, analisando o total de irmãos e irmãs de cada um, se os irmãos viviam juntos e se eram irmãos consangüíneos ou adotados. Em artigo que será publicado nesta terça-feira no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences, Bogaert mostra que ter um grande número de irmãos biológicos mais velhos aumenta a chance de um homem ser gay.

Trata-se de um efeito que pode ser detectado com um só irmão mais velho, e que se acentua em famílias de três ou mais, disse Bogaert. Segundo ele, os dados têm de ser analisados no contexto da taxa geral de homossexualidade em homens, que seria de cerca de 3%. Com vários irmãos mais velhos, a taxa sobe para 5%, o que significa que 95% dos homens com muitos irmãos ainda serão heterossexuais.

O efeito da ordem de nascimento na homossexualidade masculina já havia sido notado antes, mas o trabalho de Bogaert foi o primeiro projetado para excluir possíveis explicações sociais ou ambientais. O pesquisador disse que foi possível concluir que o efeito é biológico ao comparar os dados de homens com irmãos consangüíneos e com irmãos de criação.

O aumento na chance de ser gay aparece apenas nos homens cujos irmãos são filhos da mesma mãe, e não importa se foram criados juntos ou não. Homens criados na companhia de vários meios-irmãos ou irmãos adotados não mostraram o aumento da probabilidade de serem gays.

O que parece fazer a diferença é o fato de ter nascido do mesmo útero que já colocou outros homens no mundo. Uma possibilidade, sugere Bogaert, seria uma reação imunológica da mulher à sucessão de fetos do sexo masculino

Escrito por Raul Neto às 19h38
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Fonte: AE.

Senado reconhece união gay

ROSA COSTA

Pela primeira vez, o Senado brasileiro reconheceu a união estável entre pessoas do mesmo sexo, ao aceitar como dependente, para efeitos de assistência à saúde e como beneficiária de pensão, a companheira da servidora Silvia Del Valle Gomide, Claudia de Oliveira.

“Entramos com o processo de reconhecimento em 8 de março do ano passado”, lembrou Silvia, surpresa com a rapidez da resposta da primeira secretaria. Ela foi orientada a seguir procedimento padrão, como se fosse um casal heterossexual.

Para Silvia, embora não haja lei que reconheça tal união, a Constituição quando trata dos direitos e garantias fundamentais do indivíduo, fala de igualdade e proíbe discriminação. A Advocacia do Senado se baseou neste artigo ao fundamentar a decisão.

Escrito por Raul Neto às 19h36
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02/04/2006


LANÇAMENTO!!!

Nesta sexta-feira, dia 07/04, na livraria Ícone em São Paulo, será lançado o livro sobre a homossexualidade chamado “O Armário – Vida e Pensamento do Desejo Proibido” de Fabrício Viana.

O livro, com 128 páginas e produzido de forma independente, fala sobre a “entrada” e a “saída do armário”, abrangendo família, história, conflito, neuroses, psicologia, ciência, religião, machismo, homofobia e outros temas ligados a homossexualidade. Sempre de forma clara, educativa e baseada na vida, experiência, projetos e estudos do autor; além de casos observados por ele ao longo dos anos.

SOBRE O AUTOR:

Fabrício Viana tem 28 anos, é formado em psicologia e escreve artigos para diversos portais e veículos especializados no público GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Trangêneros). Também é idealizador de 3 projetos sociais para o mesmo público na Internet: Em 2002, a Campanha GLBT, espalhou para mais de 2.200 sites, blogs e fotologs, banners de protesto contra o preconceito, sendo lançado também na Europa pela rede Ex-Aequo; Em 2003, o portal Armário X, com mais de 800 páginas, inovou por esclarecer questões sobre a sexualidade e a homossexualidade; Em 2004, a TVTudo.com, o 1º programa independente em banda larga para o público GLS (Gays, Lésbicas e Simpatizantes), com mais de 15 horas de vídeo on-line, recebeu em 2005 o 6º prêmio “Cidadania em Respeito à Diversidade” da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo (ONG responsável pela maior parada gay do mundo).

Mais informações, sobre o livro e o autor, visite:
www.oarmario.com

Escrito por Raul Neto às 13h07
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27/03/2006


Grupo Minas de Cor

LÉSBICAS NEGRAS
Fonte: Roberto Warken,
http://www.glssite.net/

Nos dias 15 e 16 de junho de 2006, na cidade de São Paulo, o Grupo Minas de Cor, em parceria com o COLERJ/CEDOICOM, realizará o Seminário Nacional de Lésbicas Negras. Debateremos: saúde; construção de políticas de identidades, racismo e sexismo na cultura brasileira, ações afirmativas, invisibilidades negra e lésbica, pobreza, reprodução dos papéis, combate a homofobia, formas de articulação das lésbicas negras, no encaminhamento da superação dos conflitos existentes pelas diferenças de raça e orientação sexual nas agendas dos movimentos feminista, LGBT e anti-racista, formulação de políticas públicas, mecanismos que efetivem a conquista de novos espaços de poder junto aos movimentos sociais e órgãos governamentais.

Convidamos as lésbicas negras para encaminharem sugestões sobre temas e oficinas para construção conjunta desse Seminário.
Estamos selecionando uma imagem para ser usada, como ilustração, nos materiais impressos do Seminário. Caso você tenha alguma sugestão por favor, entre em contato.

Para realização de nosso cadastro, envie os dados abaixo até 20 de março 2006. Nome Completo: Cidade e Estado em que reside: Escolaridade: Você faz parte de: - grupo organizado? SIM ( ) Qual? ___ NÃO ( ). - associação/rede nacional LGBTT? SIM ( ). Quais? __ NÃO ( ). Sábado dia 17 de junho acontecerá a IV Caminhada de Lésbicas e a Parada do Orgulho LGBTT.

Minas de Cor - Espaço de Cultura e Cidadania.
Contato e Informações: minasdecorsp@uol.com.br
(11) 5904.3435

Escrito por Raul Neto às 01h12
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20/03/2006


Notícia...

Prefeitura se manifesta e diz que apoiará Parada do Orgulho de São Paulo 
G Magazine(20/03/2006)

Foto: Gustavo Ranieri/G Online
Vista dos 2 milhões que lotaram a Av. Paulista na Parada do Orgulho 2005

Em resposta ao comunicado emitido no último dia 15 de março pela Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo, que alertava para o risco da Parada de São Paulo não acontecer nesse ano por causa do descaso das autoridades públicas, a Prefeitura da capital paulistana afirmou em nota oficial que tem total interesse em apoiar o evento e que as negociações irão continuar.

“Entendemos tratar-se de uma edição especial, comemorativa de 10 anos de luta por direitos, respeito, cidadania, visibilidade. Cientes da importância dessa data, iniciamos, através da Coordenadoria de Assuntos de Diversidade Sexual, uma série de reuniões para apoiar a organização do evento”, diz um trecho da nota da Prefeitura.

Segundo a Associação da Parada, a ameaça de cancelamento da Parada surgiu devido às dificuldades de solicitar o apoio da Prefeitura de São Paulo para a realização do evento, que inicialmente estava marcado para o dia 18 de junho (domingo) próximo, mas que, por ser dia de jogo do Brasil na Copa do Mundo, foi remarcado para o sábado, dia 17.

É nessa questão de datas, que segundo a Prefeitura, começam os problemas com relação à realização do evento. “A solicitação para a mudança da data oficial (18/06 – domingo), para a data pretendida (17/06 – sábado) foi encaminhada para os órgãos técnicos responsáveis pela ordenação do trânsito e transporte na Cidade de São Paulo – CET e SPTRANS, respectivamente. Em 06/02/2006, foi emitido um parecer técnico que desaconselha a realização, não só da Parada do Orgulho GLBT, mas de qualquer evento de grande porte, aos sábados, baseado em um mapeamento do trânsito, quantidade de usuários do transporte coletivo e abertura normal do comércio no município”, afirma a Prefeitura.

A Prefeitura também explicou que sua decisão “não tem por base um caráter discriminatório, e sim técnico, procurando, inclusive, preservar a imagem da manifestação e de seu segmento social”.

“A Prefeitura continua aberta às tratativas com a diretoria da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo, inclusive para a estruturação e organização da 10ª Edição, para que ocorra no dia 18/06/2006, com a melhor infra-estrutura, segurança e conforto aos participantes”, conclui o comunicado.


Leia mais sobre este assunto:

Parada de São Paulo corre risco de não acontecer nesse ano

Escrito por Raul Neto às 23h52
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Notícia...

Holanda: Pesquisa revela que diminuiu o número de casamentos gays  
G Magazine (20/03/2006)

Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira, dia 20 de março, em Amsterdã, capital da Holanda, mostra que desde 2001 quando o casamento entre homossexuais foi permitido no país, o número de uniões legais realizadas caiu pela metade entre pares do mesmo sexo.

O estudo, realizado pela Agência do governo, mostra que 2500 casais se uniram legalmente em 2001 e em 2002 o número total foi de 1800 pares. Já em 2004 e 2005 houve uma grande queda nos números de casamentos homossexuais, marcando, respectivamente, 1200 e 1100 uniões em cada ano.

A expectativa para 2006 é que aconteçam menos de 1100 casamento entre homossexuais. De acordo com a Agência, a permissão do casamento gay em 2001 fez com que muitos casais, mesmo os que estavam juntos há pouco tempo, quisessem se casar para aproveitar os benefícios da lei. Ela também esclarece que, embora os números atuais sejam baixos, quem se casa atualmente mantém, em geral, um relacionamento mais sólido.

Outro detalhe apurado pelo estudo é o fato de que, no momento, os números de casais homossexuais que se divorciam é quase idêntico ao número de casais héteros.

Escrito por Raul Neto às 23h51
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17/03/2006


NOTÍCIA...

Léo Áquilla diz que sairá candidato a deputado estadual pelo Partido Social Cristão 
G Magazine - (14/03/2006)

O repórter da Rede TV! e um dos maiores transformistas do país, Léo Áquilla, é pré-candidato a deputado estadual, pelo Partido Social Cristão (PSC), para as próximas eleições a serem realizadas em outubro de 2006.

Áquilla, que já tem 12 anos de carreira, revelou ao G Online acreditar que só dessa maneira poderá ajudar a melhorar a condição da comunidade homossexual. “Eu nunca pensei em ser uma pessoa política, sempre odiei política e descobri que esse é o grande mal dos gays, porque não são mais politizados. Então eu cansei de esperar pelo poder, tenho que fazer parte dele”, afirmou.

O transformista, que deseja não ser visto apenas como uma drag, mas sim, como um ser humano que está por trás da maquiagem, disse que usará projetos culturais para a comunidade GLBT como o forte de sua plataforma política. “Meu trabalho vai ser completamente voltado à cultura. Não defenderei beijaço, nem o Autorama, não é isso que vai derrubar o preconceito. Mas acredito sim que é através da arte que você vai derrubar preconceitos”, disse ele.

Ao finalizar, Léo Áquilla, que pretende anunciar oficialmente sua candidatura durante a Parada do Orgulho GLBT de São Paulo, pediu que as pessoas fiquem mais atentas na hora de votar. “Quero dizer que preciso muito que as pessoas estejam muito atentas porque já elegemos um milhão de pessoas que não resolveram nossos problemas e então precisamos tirar a venda para nossa causa e eu serei uma pessoa que representarei muito bem a comunidade”, concluiu ele.

Escrito por Raul Neto às 00h55
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05/03/2006


Sabia mais...

A imprensa alternativa

No Brasil dos anos 1960 e 1970, movimentos de contracultura começam a corroer os alicerces do comportamento social, abrindo espaço para uma rebeldia nos costumes.
Com a ditadura militar, houve uma miscigenação entre esses movimentos e os ideais político-democráticos e populares. Nesse contexto, surge uma imprensa
alternativa, que tinha como fundamento comum a oposição intransigente ao regime militar. Nos primeiros quinze anos de ditadura, entre 1964 e 1980, nasceram e morreram cerca de 150 periódicos, que circulavam na periferia do subsistema editorial.

Mais informações, siga o link:
http://bocc.ubi.pt/pag/lima-marcus-assis-IMPRENSA-HOMOSSEXUAL-BRASIL.pdf

Escrito por Raul Neto às 19h41
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